PULANDO DE GALHO EM GALHO 


Desde que pisamos os pés da Índia estamos fazendo uma maratona por casas de famílias de todos os tipos, formatos e costumes, o que está nos fazendo conhecer o que realmente é esse país, quem são os indianos comuns e como eles vivem. Está sendo uma experiência fantástica. 

Chegamos em Mombai e fomos para a casa da Família Sonwalker Familia-Sonw.jpg , uma família típica indiana, com homem, mulher e duas filhas. As meninas se chamavam Jai e Jui, o que quer dizer em hindi, Jasmim grande e pequeno, respectivamente. A família morava em um grande condomínio que pertence ao governo do país. O Pai, Sr. Avinash, trabalha numa usina de energia nuclear e a Mãe, Sra. Sushama, é dona de casa, o que é muito comum aqui na Índia. Eles eram muito humildes e nos ofereceram a casa para ficar nos primeiros dias. 

Depois disso fomos parar na casa da Familia-Niyo.jpg Família Niyogi, ainda em Mumbai. Nos mudamos porque a Geeta, a Mãe da família, é médica e conhecia vários projetos sociais que nos apresentou durante nossa estadia. Com essa mudança, tudo mudou. Pulamos de uma realidade indiana para outra. Saímos de uma família tradicional de classe média baixa onde a mulher não trabalhava e era de certa forma submissa ao marido e à sociedade, para uma família indiana contemporânea, de classe média alta, onde a mulher é independente do marido (mas usa sari, a roupa típica das mulheres indianas), trabalha fora, o Pai, Madhav, é engenheiro e tem uma firma de computador e a única filha, chamada Devayani, usa jeans e vai à boate.  

Saindo de Mumbai fomos para Pune, onde ficarmos hospedadas por uma noite na casa de parentes da Família Nyogi. FamNiyogePun.jpg Lá conhecemos o Shalish, que é sobrinho do Madhav, pai de dois filhos pequenos e que trabalha numa firma de empréstimo de dinheiro, e sua mulher Rupali, dona de casa, e sua Mãe, que mora com ele. Com isso, completamos nosso recorde de três famílias em menos de uma semana! Haja fôlego para entender todas as diferentes experiências e processá-las até encontrar os fatores comuns. 

Estar numa casa de família é mais do que visitar um país, é viver como o seu povo, dividir seus costumes, submeter-se a seus dogmas, tradições e limitações. É uma das melhores partes da viagem.
 




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