A CONFUSÃO DO MERCADO DE CHEMBUR
Ainda sobre o efeito da diferença do fuso horário, resolvemos sair pelas ruas em busca de histórias e fatos e acabamos indo parar no mercado de Chembur, o maior da região de Mumbai. Foram 15 minutos em um ônibus público, que custou 4 rúpias indianas (R$ 1 = 15 rúpias) até o destino final.
O mercado refletiu exatamente os 10 milhões de pessoas que habitam essa cidade. O trânsito é absolutamente caótico e por pouco não fomos atropeladas algumas vezes pelos carros auto rickshaw (
auto ricksha.MPG
), típicos daqui.
As buzinas são incessantes e as pessoas se misturam no meio das ruas junto as lojas e aos carros, ônibus, motos, bicicletas e todos os tipos de transporte. Raramente se consegue andar nas calçadas, pois são amontoadas de camelôs (!). Foi ali que realmente nos demos conta de que estávamos mesmo na Índia. Parecia que voltamos no tempo até a era dos mercados portuários do império romano, como os descritos por viajantes antigos ao voltarem de Calcutá.
Muitas lojas de tecidos mostravam nas vitrines as sedas indianas das quais são feitos os saris. Todas as mulheres usam o sari, apenas algumas ainda muito jovens se abstêm deste hábito. Todas usam também o bindi na testa entre os olhos (um adesivo típico usado pelas mulheres daqui), que para as casadas é apetrecho obrigatório, assim como o colar preto que simboliza o casamento, e para os demais, representa a inda a um templo.
O mercado, em quase todos os cantos, exalava um cheiro de incenso tipicamente ludibriante.
De tudo, fica apenas um pensamento: a primeira visita a um mercado indiano a gente nunca esquece.